Arequipa

Arequipa- a Cidade Branca entre os vulcões

Arequipa
Escrito por Daniele Campos

Arequipa- a Cidade Branca entre os vulcões

De Cusco seguimos para Arequipa, a segunda maior cidade do Peru, localizada 2.300 altimetros, de clima agradável, com dias ensolarados e brisa fresca (muito frio à noite, porém). Estávamos livres da possibilidade do mal de altitude, mas Arequipa é seca, então recomendável a manutenção do soro fisiológico ou do sebo de carneiro.

Optamos em fazer a viagem de Cusco à Arequipa via terrestre, e vale citar que viajar de ônibus no Peru, além de barato e confortável, é também uma aventura: passamos por diversos vilarejos e vemos um pouco mais de como o povo peruano vive. Dependendo do ônibus, as empresas oferecem serviço de bordo, internet, reclinação 180 graus, tela individual com atrações variadas, incluindo filmes, desenhos e joguinhos como entretenimento para os pequenos. Nem dá para perceber o tempo passar e sentimos muito pouco os efeitos da altitude durante a viagem. A empresa é a Cruz del Sur, acesse o site aqui.

Chegamos em Arequipa muito descansados para os três dias que teríamos na cidade.

É conhecida como Cidade Branca, devido à cor de suas pedras vulcânicas, que foram e ainda são utilizadas na construção de toda a cidade, deixando-a com várias nuances de cor ao longo de todo o dia, o seu centro histórico é muito bem conservado, com prédios de arquitetura notadamente espanhola. Então imaginem aquela arquitetura colonial espanhola feita toda de pedra branca porosa e você tem uma cidade linda.

Arequipa

Plaza de Armas.

Achamos a cidade completa: urbana, mas fica encravada numa bela paisagem, em um vale rodeado por montanhas das cordilheiras dos Andes, aos pés do imenso vulcão El Misti, com 5822 metros e picos nevados, o que não deixa de dar um ar bucólico à cidade. E isto é acentuado pela simplicidade de sua gente e pela gentileza habitual do povo peruano. O tempo na cidade passávamos caminhávamos pelas ruas do centro, e então percebi que eu estava sorrindo o tempo todo. Por nada, nenhum motivo específico.

Só por estar ali, curtindo dias de sol e calorzinho gostoso. E suas noites eram um convite a conhecer os segredos e sabores do melhor da gastronomia peruana, através dos ingredientes, pratos e bebidas típicos da cidade. Foi em Arequipa que encontramos os melhores restaurantes do Peru. Nossos dias na cidade sempre terminavam com um gosto picante de aji e alguns brindes, porque a cidade arrebatou meu coração daquele jeito que você lembra suspirando, sabe?

Hospedagem:

Também ficamos hospedados em um hotel bem legal, o QP Hotels Arequipa (para reservar, clique aqui). A localização é sua melhor vantagem, pois fica na rua de trás do Monasterio, pertinho da Plaza de Armas. Boas acomodação e também com pessoas muito solícitas.

Arequipa

Iguaria típica de Arequipa: Queso Helado.

Arequipa

Arthur curtindo como sempre

O que visitamos:

Plaza de Armas:

Fica localizada em frente a Catedral de Arequipa, rodeada por grandes prédios de estilo colonial com arcos que nos lembram as construções medievais. Uma praça linda, típica do interior, com pombos, fonte, carrinhos de pipoca e de Queso Helado, um sorvete típico arequipenho. O cair da tarde é um espetáculo à parte com a incidência dos últimos raios solares sobre a pedra branca das construções. De uma hora para outra a cidade se torna cheia de nuances que variam do laranja para o marrom. Próximo à Praça também está localizada a Chocolateria Ibérica, uma lojinha de chocolates com produção local. Como se já não bastassem os pratos típicos peruanos, eles ainda produzem bons chocolates. Mas não estamos mesmo na capital da gastronomia peruana?

Arequipa

Entardecer sobre a Catedral de Arequipa, localizada na Plaza de Armas.

Monastério de Santa Catalina

Sem enrolação. É mesmo “uma cidade dentro da cidade”, slogan usando pelo Monastério atualmente como forma de publicidade, e merece um post à parte. Foi fundado nos primeiros anos da colonização espanhola no Peru e passou por várias transformações desde 1580 até hoje. Além da sua grandiosidade física, o convento é excepcionalmente rico em detalhes sobre a sua estruturação física, acervo, o modo de viver das monjas e a organização do mesmo. A princípio achei que nosso filho não fosse gostar, mas vi que as crianças acabam curtindo porque se envolvem com coisas antigas, os claustros, as celas, confessionários, a divisão das casinhas das freiras e os setores de serviços de utilização comum à todas, como a lavanderia e o refeitório. Coisas muito diferentes para eles e por este motivo acabou se tornando um passeio muito enriquecedor.

Arequipa

Monastério de Santa Catalina.

Mirador Carmen Alto

Uma vista escandalosa dos três vulcões e do vale que cerca Arequipa- El Misti, Chachani e Pichu Pichu. Deixamos este passeio para a parte da manhã, quando a luminosidade ainda não ofuscante do sol possibilita a melhor visualização dos vulcões. A principal atração deste passeio é o vulcão Misti como um todo, porque com a sua forma cônica quase perfeita e nuances de neve no topo, dá à cidade de Arequipa uma beleza paisagística única no mundo. Que paisagem! As crianças adoram este passeio principalmente porque fica na zona rural e lhes permite interação com animais e com a natureza. Mas recomendo, para não decepcionar, antes do passeio avisar que os vulcões não estão em erupção….

Arequipa

O imponente El Misti.

Arequipa

Toda a beleza vista do Mirador Camen Alto.

Mirador de Yanauhuara

Este mirante fica dentro de Arequipa e dele se tem uma visão privilegiada do El Misti, sendo possível enquadrá-lo por trás de arcos de pedra branca da praça de Yanauhuara. Fica fácil ser um bom fotógrafo.

E falando em fotografias, sempre deixamos com nosso filho uma máquina pequena, para que possa se distrair registrando o que lhe chamar a atenção. E bons clics têm surgido dessa brincadeira…

Arequipa

O El Misti através dos arcos do Mirador de Yanahuara.

Museu Santuários Andinos

O nome é sóbrio e achei que seria desinteressante para o Arthur e que não conseguiríamos por este motivo nos ater às explicações dos guias, mas surpreendentemente, foi a atração entre todos os passeios que fizemos em Arequipa que Arthur mais se interessou. Neste museu podemos ver a múmia de Juanita, a menina Inca encontrada no topo do vulcão Ampato (uma das descobertas arqueológicas mais importantes do Império Inca), numa câmera de vidro congelada a -20 grau. Uma história mórbida, rica em informações sobre os costumes e crenças da civilização inca.

A visita começa com a apresentação de um vídeo sobre a descoberta de Juanita. Depois do filme, o guia vai apresentando cada peça do museu e compartilhando informações e curiosidades. Existem várias peças, roupas originais e oferendas que foram encontradas juntamente Juanita e com outras crianças congeladas no vulcão, até chegarmos à sala onde ela se encontrava. Ao contrário do que pensamos, Arthur se mostrou entretido durante todo o passeio, e se ainda hoje alguém lhe perguntar quem é Juanita, terá uma boa história para ouvir…

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Na seção Pé na Jaca (nossos casos engraçados) tem um link do Mirador de Rachi

Pé na Jaca – Será que salto?

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Sobre o autor

Daniele Campos

Nutricionista por formação e profissão, mas desde pequena adoro bordar histórias. Mãe do pequeno Arthur que me fez abraçar a maternidade como vocação.

Atualmente capixaba da gema morando em Vitória (ES), sou fluminense nascida em Macaé e mineira de coração pelo tempo vivido entre São João del-Rei, Viçosa e Belo Horizonte. Desses lugares, carrego na bagagem a soma de todas as mineiridades, o gosto por conversa boa, o jeito desconfiado, arredio e teimoso do mineiro e frequentemente pago caro por isso. Às vezes olho o mundo de viés e me sinto meio perdida na vida, mas não tenho certeza se realmente quero me encontrar…

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