Machu Pichu

Machu Picchu com filhos – Tão sonhada, tão amada!

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Escrito por Daniele Campos

Machu Picchu com filhos – Tão sonhada, tão amada!

Um dia novo e um lugar novo. Seria só um lugar se não fosse a sonhada Machu Picchu. Amanhecemos cheios de ansiedade e fomos, na manhã que ainda tínhamos em Cusco, nos despedir dos seus tons de céu, tons de sol, tons de vida. Inicialmente partiríamos no primeiro trem do dia para Águas Calientes saindo de Cusco, mas para ficarmos um pouco mais na cidade, trocamos nossas passagens para a parte da tarde, e neste caso, nosso trem partiria da estação de Ollantaytambo.

De Cusco para lá saem vans de hora em hora e o tempo de percurso é de uma hora e meia, aproximadamente. Adorei a ideia. Tinha visitado Ollantay no dia anterior e voltar seria uma oportunidade para andar um pouco mais nesta vila inca tão simpática. Optamos por pernoitar em Águas Calientes para aproveitamos toda a manhã sem correria, ficando cerca de 5 horas em Machu Picchu, o que, com crianças, é suficiente. Chegando na Estação de Ollanta, tudo ganhou dimensão de eternidade até o momento de anunciarem o nosso embarque. De repente nos demos conta de que estávamos a apenas duas horas de Águas Calientes.

Machu Picchu com filhos

Arthur pegando o trem

É praticamente impossível ficar indiferente estando tão próximo de chegar à montanha sagrada dos incas. Arthur não escondia sua empolgação em entrar no mesmo trem que ele tinha visto na animação “As aventuras de Tadeo”, o Peru Rail. Suas janelas panorâmicas permitiram muita visibilidade da travessia, de toda beleza do Vale Sagrado dos Incas e da mudança de cenário pouco depois de deixarmos Ollantay: as montanhas formam verdadeiros paredões, deixam de ser somente rochosas e se apresentam como lindos bosques de selva tropical muito próximos do céu.

Chegamos em Águas Calientes por volta das 18 horas, debaixo de muita chuva, que caía incessantemente desde o começo do dia, com previsão de não parar. Entre um misto de tensão, tristeza, desânimo, ainda assim, no meio da chuva, parei uns segundos e me deixei impressionar por Águas Calientes. Não acreditava naquele vilarejo encravado entre as montanhas, cortado por um rio ao longo de sua extensão.

Após check in no hotel, fomos cuidar da parte prática: comprar capas de chuva, passagens para a subida até Machu Picchu (apesar da vontade enorme de subir à pé, seria mais cansativo para o Arthur), encontrar um guia, comprar  o lanche para o alforje do dia seguinte (sempre necessário nos passeios do Peru pelo tempo fora da cidade e eventualmente, por não ter ponto de apoio por perto).

Fizemos alguns combinados com Arthur para o dia seguinte: falamos a respeito do guia, sobre a paciência necessária para nos acompanhar as suas explicações, e que também teriamos o momento das brincadeiras e caminhadas para onde quiséssemos. Abordamos também  o maior risco para crianças inerente às ruinas: a altura. É muito importante estar atento aos pequenos, mantendo-os sempre de mãos dadas ou próximos. As escadas são de pedras, o piso é desnivelado, não há corrimão e, em vários pontos, há precipícios sem qualquer proteção. Não é brincadeira!

Tudo resolvido, banhos tomados, hora de dormir e aguardar o dia seguinte, que parecia não chegar. O barulho do rio se confundia com o barulho da chuva e de dentro do hotel tínhamos a impressão que um dilúvio estaca caindo sobre Águas Calientes. Difícil dormir. Eu queria Machu Picchu com o azul do habitual.

Pela manhã, a chuva do dia anterior havia de transformado em gotículas. Preces ouvida, coração a mil. Hora de partir. Sim! Tudo tinha dado certo e estávamos a caminho da cidade perdida. Nossa subida às ruínas teve assim uma dose extra de felicidade suprema.

Pretendíamos subir no primeiro ônibus, mas devido a chuva, atravessamos as catracas por volta das 09 horas. Para o acesso à Cidade Sagrada basta apresentar os tickets e os passaportes. Após a entrada no parque andamos um pouquinho e NOSSA! A gente sobe uma rampinha santuário adentro e, assim meio que sem aviso, de repente você está ali, de frente para o crime! UAU. Ou melhor, na verdade não! A nossa primeira visão enxergava somente as construções de pedra ainda imersas nas nuvens e sombras frias da manhã.

Machu Picchu com filhos

O primeiro olhar

O céu azul ainda não tinha aparecido, mas nessa altura, pouco importava! Mas eu precisava ver as montanhas. E entre as “estórias” do Javier sobre toda a divindidade da cidade perdida e preces a todos os santos feitas por mim, as nuvens foram ficando esparsas, descendo, subindo, mas sempre ao alcance das mãos, e os primeiros raios de sol conseguiram atravessar as montanhas e inundar a cidade sagrada de luz, descortinando todo o cenário que faz de Macchu Picchu uma das sete maravilhas do mundo moderno. E lá estava ela, a Huayna Picchu, a montanha que parece o nosso Pão de Açúcar.

Machu Picchu com filhos

Foto clichê (risos)

 

Javier, o nosso guia, ia nos apresentando as minuciosidades da existência de Machu Picchu enquanto cidade administrativa, a casa do imperador inca, o setor produtivo, o palco de cerimônias sagradas, o Relógio do Sol, o Templo das Tres Ventanas, os enormes blocos de pedra finamente talhados e encaixados à perfeição. E nos contando toda a história por trás de sua descoberta.

Machu Picchu com filhos

Com nosso guia, sendo apresentados à Cidade Sagrada.

Depois de duas horas e meia, nos despedimos do saudoso Javier. Penso que se não tivéssemos feito a visita guiada não reconheceríamos as provas da avançada tecnologia de que os incas dispunham para conseguir erguer um santuário tão impressionante como aquele.

Havia enfim chegado a hora de desfrutar, respirar, sorver todas as sensações, guardar na mente todo o seu cenário. Subimos as escadarias do setor agrícola da cidade em direção ao Recinto del Guardian, de onde temos a visão clássica de toda a ruína e sentimos que, naquele dia, naquela hora e naquele lugar, estávamos no topo do mundo, abençoados pelos sacerdotes e divindades incas, nos questionando como tudo aquilo foi parar ali, como aquelas construções foram erguidas e como resistiram até os dias de hoje, surpreendidos com tanta genialidade da engenharia e da arquitetura dos seus nativos.

Machu Picchu com filhos

Eu e Arthur, pertinho do céu.

Machu Picchu com filhos

Com o paizão na Cidade Sagrada

Arthur correu, viu as lhamas bem de perto, conheceu um pouco a história de povos antigos e se espantou com as construções grandiosas de pedra e com o relógio de sol. O vi por vários momentos extasiado com a beleza das montanhas que cercam Machu Picchu e vibrando pela aventura que aquilo tudo estava sendo. Havia um sentimento de vitória mesmo!

Foi muito tranquilo ficar todo este tempo em Machu Picchu com ele. Apesar de termos levado lanches e água, há toda uma estrutura localizada em sua área externa que torna muito viável visitá-la com crianças. Mas tudo é muito caro e as opções de alimentação são bem limitadas. Por isso, levar mochila com garrafa de água, sanduíches, biscoitos e chocolates é imprescindível. Não encontramos muitas crianças por lá, mas vimos também crianças menores do que eles.

E para tornar essa viagem interessante para o nosso miúdo, procuramos deixá-lo tirar fotografias, acompanhar pelo mapa, fazer pausas regulares para que se distraísse em lugares mais seguros…

E já na volta, foi ele quem nos lembrou de levarmos nossos passaportes para serem registrados com o carimbo de Machu Picchu, antes de sairmos do parque. Um grande recuerdo para um pequeno que chegou até lá!

Machu Picchu com filhos

Outra foto clichê

Para encerrar: Machu Picchu, a cidade sagrada dos incas, é tudo isso que dizem? É MAIS! Para saber, somente arrumando a mochila e indo.

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Sobre o autor

Daniele Campos

Nutricionista por formação e profissão, mas desde pequena adoro bordar histórias. Mãe do pequeno Arthur que me fez abraçar a maternidade como vocação.

Atualmente capixaba da gema morando em Vitória (ES), sou fluminense nascida em Macaé e mineira de coração pelo tempo vivido entre São João del-Rei, Viçosa e Belo Horizonte. Desses lugares, carrego na bagagem a soma de todas as mineiridades, o gosto por conversa boa, o jeito desconfiado, arredio e teimoso do mineiro e frequentemente pago caro por isso. Às vezes olho o mundo de viés e me sinto meio perdida na vida, mas não tenho certeza se realmente quero me encontrar…

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