Peru Viagem em Família

Peru com filhos – Introdução de uma viagem mágica

Peru com filhos
Escrito por Daniele Campos

Peru com filhos – Introdução de uma viagem mágica

Visitar o Peru sempre fez parte dos nossos planos. Vontade surgido ainda na adolescência com a ideia máxima de liberdade que proporcionaria uma mochila nas costas e passagens do Trem da Morte em mãos para chegarmos até Machu Picchu. E que ficou no plano das ideias por uns bons anos, jamais sendo esquecido, até chegar a hora de, enfim, conhecermos o legado quéchua.

Passada a adrenalina inicial, nos lembramos que já não éramos mais dois; éramos três, e a terceira pessoal em questão era um moleque com apenas cinco anos de idade então. E embora já sabíamos que muitas mudanças seriam feitas no nosso plano inicial, pensamos, pelo instinto inato de proteção paternos, se não seria loucura levar uma criança pequena, com histórico de bronquiolite e asma, à uma cidade com 3.400 metros acima do nível do mar e com a disponibilidade de oxigênio menor do que estamos acostumados no Brasil. O danado do soroche, ou mal de altitude, se tornou uma preocupação.

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Arthur andando de trem – Peru com filhos

Até então, todas as nossas viagens de férias haviam sido em família; nosso filho nos acompanha para todos os lugares desde muito cedo e claro… adora! Fomos adaptando cada uma delas e os roteiros escolhidos à faixa etária do Arthur- e este é o primeiro ponto para que uma viagem com crianças transcorra de forma tranquila para todos e, principalmente, para elas. Com cinco anos os pequenos já são mais independentes aumentando as possibilidades de passeios e atividades no destino escolhido.  E também como ir. Embora não fosse a hora de fazer um mochilão clássico com ele, também não queríamos ir com operadoras de turismo.  Ser viajantes e não somente turistas. Então foi delicioso planejar um mochilão adaptado de forma que ele pudesse estar conosco.

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Arthur em Cusco – Peru com filhos

O vôo mais longo e conexão já não seria um problema considerando que já havíamos enfrentado alguns outros com tudo transcorrendo bem.

Mas, o que mais pesou na nossa decisão de levá-lo, foi o fato de que, nesta idade, as crianças já possuem memória para recordar para sempre dos momentos vivenciados. E que, de certa forma, deixando-o com os avós estaríamos privando-o de novas possibilidades, conhecimentos  e contato com culturas diferentes, que reverberam pelo resto da vida.. Apresentar novas visões a quem ainda está conhecendo o mundo.

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Arthur em Cusco – Peru com filhos

E de posse desta certeza,  contactamos alguns amigos para ouvir opinião de quem já havia estado por lá, todas favoráveis à nossa partida.

Abusando do excesso de zelo, procuramos também pelos seu Otorrino e Pediatra para um breve check-up e orientações quanto às possíveis medicações caso ele viesse a se sentir mal. Tivemos um retorno positivo e motivador de ambos, sendo a recomendação a mesma que todo mundo escuta para evitar o soroche: fazer o mínimo de esforço possível no primeiro dia, evitando passeios longos e que tenha de subir ou descer ladeiras (como não ir à San Blás no primeiro dia em Cusco?

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Lindo pano de fundo – Peru com filhos

Hora de dar a notícia para ele. E para mim é quando começa uma das partes mais deliciosas de viajar com os filhos: compartilhar a ansiedade para que o grande dia chegue logo, a contagem regressiva para o embarque, e o envolvimento deles nos preparativos, o que incluiu, além de ajuda na arrumação da malinha e escolha dos brinquedos a serem levados, um pouco de conhecimento sobre o destino escolhido, através de livrinhos, vídeos e histórias. Assistimos com ele a animação espanhola “As aventuras de Tadeo”, sobre uma expedição feita à Machu Picchu, e que prende a atenção não por ser inovador. Mas por ser simples. Como o Peru deveria ser. Ele logo comprou a ideia da aventura e incorporou o espírito aventureiro que iria nos acompanhar.

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Gustavo e Arthur – Peru com filhos

Nosso trajeto se deu partindo de São Paulo às 19:30 e chegando à Lima às 22:45 (hora local), onde deveríamos permanecer até 05 horas, quando partiríamos para Cusco. Antes disso, foram 7 horas de espera no Aeroporto de Guarulhos. É preciso ter vários artifícios para que elas fiquem entretidas durante o maior tempo possível.  Salvos pelos gibis que levamos na bagagem de mão e pelo tablet, onde ele pôde assistir os seus videozinhos favoritos.

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Impressionado com a beleza de Machu Pichu – Peru com filhos

No aeroporto de Lima, tivemos dificuldade para arrumar um cantinho, confortável na medida do possível, para que ele pudesse dormir (a sala de embarque fica fechada até às 03:30 e tivemos que ficar nas cadeiras da Praça de Alimentação, ou no chão). Então recomendo sempre levar um saco de dormir para acomodação dos pequenos.

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Felicidade estampada no rosto! – Peru com filhos

Já em Cusco, nos surpreendemos com a energia com que Arthur acordou, após a aterrissagem. Elétrico. Descansamos parte da manhã e saímos para organizar nossos passeios. Após o almoço, sentimos o efeito da altitude. Uma dor de cabeça forte e náuseas, inclusive no pequeno. Nos medicamos e dormimos muito. Ao acordarmos, já recompostos da viagem, saímos para jantar e voltamos tarde da noite.

Nosso filho já estava bem, e após este episódio, não sentiu mais nada.  Brincou, correu, dormiu tarde, acordou cedo, caminhou muito…E a preocupação com o soroche era coisa do passado. Confirmei o que já haviam me falado: as crianças são as que melhor se adaptam ao ar rarefeito.  O cuidado diário que tivemos foi colocar soro fisiológico no seu nariz para umidificar, principalmente no fim do dia. Também levamos uma pastinha de sebo de carneiro para passar na parte interna das narinas, com a mesma finalidade. E uma latinha de Vick Vaporub também ajuda quando o nariz estiver ressecado, para evitar os sangramentos.

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Olhares atentos – Peru com filhos

Sobre a alimentação, no geral, relaxamos… Em toda viagem, no começo, ele não quer comer, estranha a alimentação, ou perde apetite pelo cansaço. Sempre damos o que ele tem vontade de comer: pão, leite, biscoitos, iogurte, frutas… aos poucos elas voltam ao normal.  Evitamos os sucos naturais pelo risco de contaminação e embora a comida típica peruana seja bem temperada e com muito aji, não tivemos dificuldade de encontrar o seu franguinho e massa de todo santo dia no período de viagem.

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No mercado de Cusco – Peru com filhos

Não há dúvidas de que viajar com crianças seja um pouco mais complicado, pois são necessários muitos preparativos para garantir o conforto e bem estar dos pequeninos. Mas tudo isto pode ser resolvido com um bom planejamento, preparando a viagem para que ocorra da melhor forma possível, e  que sejam incluídos nos roteiros visitados programações de interesse dos pequenos, respeitando sempre o tempo deles.  E fomos cientes de que poderíamos ter que abdicar de alguma coisa caso ele não aguentasse. Para isso, nada de agenda lotada, abrindo espaço ao inesperado. Nem de pressa. Afinal de contas, estamos falando de férias, não   é mesmo?

A tempo: este ano voltamos ao Peru. Desta vez sem o Arthur. Foi muito bacana, mas senti falta de ver as coisas com os olhos de criança. E me dei conta de que não quero mais desperdiçar o tempo precioso juntos.  Isto tudo passa rápido demais.

O QUE VISITAMOS?

O grande atrativo do Peru para as crianças é a geografia e arquitetura em ruínas próprias do país. As atividades ao ar livre e o contato com a natureza proporcionam experiências muito além do que a era digital permite. E o Peru é cheio de cores, musica, alegria e história. Prato cheio para despertar o interesse dos pequenos. E foi perfeitamente possível misturar cultura com os programas infantis.

Todas as fotos são da viagem da minha família feitas por mim, Daniele Campos e meu marido Gustavo Bacchetti.

Vamos postar toda nossa aventura pelas cidades peruanas e linkaremos aqui neste post para vocês ficarem por dentro de tudinho!

Acompanhe essa nossa aventura pelo Peru com filho nos links abaixo:

Peru com filhos – Introdução de uma viagem mágica

Arequipa – A cidade branca entre os vulcões

O que fazer em Cusco com filhos

Machu Pichu com filhos – Tão amada, tão sonhada

Clique abaixo e veja nossos posts do Peru:

Roteiro Peru 14 dias

Cusco – Tradição, turistas e muito mais

Cusco – A magia de seus arredores

Lima – A modernização de uma cidade que não perde a tradição

Machu Pichu – Compra de tickets online e limites de venda

Machu Pichu – Inacreditável e Fascinante.

Trilha Salkantay – Trekking alternativo para Machu Pichu.

Na seção Pé na Jaca (nossos casos engraçados) tem um link do Mirador de Rachi

Pé na Jaca – Será que salto?

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Sobre o autor

Daniele Campos

Nutricionista por formação e profissão, mas desde pequena adoro bordar histórias. Mãe do pequeno Arthur que me fez abraçar a maternidade como vocação.

Atualmente capixaba da gema morando em Vitória (ES), sou fluminense nascida em Macaé e mineira de coração pelo tempo vivido entre São João del-Rei, Viçosa e Belo Horizonte. Desses lugares, carrego na bagagem a soma de todas as mineiridades, o gosto por conversa boa, o jeito desconfiado, arredio e teimoso do mineiro e frequentemente pago caro por isso. Às vezes olho o mundo de viés e me sinto meio perdida na vida, mas não tenho certeza se realmente quero me encontrar…

6 Comentários

  • É tão empolgante ver (ou melhor sentir) seu entusiasmo em conhecer lugares, culturas, histórias, cores e sabores diferentes! E o Arthur já tem muito disso! Amei a postagem e já aguardando a(s) próxima(s)!!!

    • Oi Lalá!
      Você também tem e isso me enche de alegria- mesmo distantes por toda a vida consigo enxergar em você um tanto de mim. E o que você disse é verdade: o entusiasmo vem de dentro porque isso tudo me preenche.
      Bjo.

  • Sensacional o relato !!!!!!! É maravilhoso ver um jovem casal compartilhar uma viagem com o filho e registrar todas as impressões e experiências. Que venham muitas viagens, muitas fotos e muitas felicidades.

    PS: Como o Arthur é bonito !!!! A foto dele no mercado é a melhor rsrs.

    • Oi Felipe!
      Gostamos muito dos registros; pra mim particularmente perpetuam as impressões. Uma forma de não deixá-las escapar. E pro Arthur, quando estiver maior, servirá mesmo como um diário. Uma forma de saber um pouco mais dos seus pais
      e da sua infância.
      Bacana e importante seu retorno.
      Obrigada!

  • Envolvente o texto de Daniele…muito bom perceber sua alegria em compartilhar de sabores e cores de lugares memoráveis como o Peru!! Quem não conhece ainda, como eu, sente vontade de logo pegar a mochila e se aventurar…levando dois filhos pequenos de mãos dadas, é claro!! Em família, é assim que gostamos de ver e sentir o mundo!!

    • Oi Gi,
      é isso aí. Este ano fomos sem ele e isto nos permitiu atividades que não poderíamos fazer se ele estivesse conosco. Foi ótimo- estava precisando de dias sem ter que olhar pro relógio. E querendo ou não, os cuidados com eles nos prendem ao tempo. Mas ver com os olhos deles nos faz enxergar com alma, uma alegria, inconsciente até, em apresentar o mundo a eles. Mostre o post pro Pedro. Estou torcendo muito para vocês caírem na estrada.

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